quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Econexos por Ecomeninas: A sustentabilidade também depende do consumidor!



Produtos verdes conquistam o interesse de brasileiros


Se o modelo de consumo excessivo é um dos vilões do sistema, cabe ao consumidor mudar seus padrões. Além de reduzir seus próprios excessos, uma das maneiras de fazer isso é optar por produtos de empresas responsáveis socioambientalmente.'A sociedade autorizou a falta de sustentabilidade; como mercado consumidor, vamos ter de desautorizar', afirma Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu, ONG que defende o consumo consciente. 'É a demanda do consumidor que vai fazer com que mais empresas invistam em trilhar um novo caminho', diz.A pressão do público já começa a ser sentida. Pesquisa da consultoria Ernst & Young com 70 especialistas de todo o mundo detectou que os chamados consumidores radical greening (radicais verdes) já são considerados um dos riscos para o negócio, ao lado de mudanças na legislação e inflação, por exemplo, a ponto de influenciar o comportamento das empresas.Aquelas que não se comprometerem com mudanças poderão ser banidas - as mais visadas são as de energia e do setor automobilístico. 'As grandes redes de varejo também trabalham com a perspectiva de que cerca de 18% de seus consumidores fazem uma análise, mesmo que simples, da responsabilidade socioambiental dos produtos antes de escolherem qual levar', afirma o diretor de Sustentabilidade da Ernst & Young, Joel Bastos.Em resposta, redes como Casas Bahia e Wal-Mart estão adotando o sistema de logística reversa, no qual o mesmo caminhão que entrega um produto ao consumidor já leva de volta as embalagens para reciclagem.Há ainda alguns indicadores que podem auxiliar o consumidor em suas compras. Um deles é a Escala Akatu, que lista empresas que adotam boas práticas. Outro são os selos, como de produtos orgânicos. 'O pessoal ainda reclama que orgânicos são mais caros, mas hoje se desperdiça, em média, 30% dos elementos perecíveis nas casas. Se reduzir isso, dá para comprar o orgânico', diz Mattar. Outro recurso é o Catálogo Sustentável (www.catalogosustentavel.com.br), da FGV, que indica produtos considerados sustentáveis. 

(Fonte: Giovana Girardi/ Estadão Online)Produtos verdes conquistam o interesse de brasileiros

segunda-feira, 19 de outubro de 2015










O Brasil produz em média 240 mil  toneladas de lixo por dia. 
Recicle, está é a melhor forma de ajudar o planeta.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Permacultura - para saber melhor e pensar sobre...

Pode-se definir a Permacultura, literalmente, como CULTURA PERMANENTE. O conceito foi desenvolvido nos anos 70 por dois australianos: David Holmgren e Bill Mollison, referindo-se à criação e desenvolvimento de pequenos sistemas produtivos organicamente integrados (a casa, o entorno, as pessoas...) proporcionando responder às necessidades humanas básicas de uma maneira harmoniosa. Ela se caracteriza por projetos que utilizam-se de métodos ecologicamente saudáveis e economicamente viáveis para responder a essas necessidades básicas sem explorar nem poluir o meio ambiente, buscando a auto suficiência a longo prazo. Entende-se que tanto o habitante quanto a sua morada e também o meio ambiente em que estão inseridos fazem parte de um mesmo e único organismo vivo...
A Permacultura trata plantas, animais, construções, infraestrutura (água, energia, comunicações) não como elementos isolados, mas como sendo todos parte de um grande sistema intrinsecamente relacionado. Para isso, são necessárias a observação e a combinação de vários aspectos: os ecossistemas, a sabedoria ancestral e também o conhecimento científico, aproveitando as qualidades inerentes das plantas e animais, combinando suas características naturais com os elementos que compõem a paisagem, mais a infraestrutura existente, para assim produzir sistemas que suportem o desenvolvimento da vida, tanto na cidade quanto no campo, e utilizando-se o mínimo de recursos possíveis.
A Permacultura aproveita todos os recursos disponíveis, e faz uso da maior quantidade de maneiras possíveis de se aproveitar cada elemento presente na composição natural do espaço. Mesmo os excedentes e dejetos produzidos por plantas, animais e atividades humanas são utilizados para beneficiar outras partes do sistema.

As plantações são organizadas de modo que se aproveite da melhor maneira possível toda a água e a luz disponíveis. Elas são arranjadas num padrão circular em forma de mandalas, com acesso facilitado por todos os lados. Os pomares são cobertos de leguminosas imitando o ambiente das florestas. Os galinheiros são rotativos, para que as galinhas sejam deslocadas para outro ponto após terem estercado a terra, que será usada para outro fim, enquanto que as galinhas preparam e adubam uma nova área.
O princípio básico da Permacultura é: trabalhar "com" e "a favor de", e não "contra" a natureza.
Os sistemas Permaculturais são desenvolvidos para durar tanto quanto seja possível, com o mínimo de intervenção. Os sistemas são tipicamente energizados com a luz do sol, os ventos, e/ou as águas, produzindo energia suficiente para suas próprias necessidades. Procura-se aproveitar também toda a flora local, associando árvores, ervas, arbustos e plantas rasteiras...que se alimentam e se protegem mutuamente. A água da chuva também é aproveitada através da instalação de captadores, que faz com que a água seja armazenada e utilizada para diversos fins, como a descarga do vaso sanitário, por exemplo.
E esses são apenas alguns exemplos das muitas possibilidades trabalhadas na Permacultura. 



IPEMA Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica

http://novo.ipemabrasil.org.br/sobre/permacultura