AVISO LEGAL: "As informações existentes nas mensagens são para contar para todos. A utilização, divulgação, cópia ou distribuição desse blog é extremamente necessária, deve acontecer e gerar ações por todos e de todos os lugares."
segunda-feira, 27 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
Escola sem portas, sem parede, sem professor
Você já pensou numa escola sem muro, sem porta, sem janela e sem professor?
A imagem que se desenha na mente é triste, mas na realidade não é bem assim. A ideia partiu de um homem cuja vivência acadêmica já havia esgotado sua crença no modelo tradicional de educação. Depois de ter adquirido título de doutor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ter trilhado uma carreira como professor na Pontifícia Universidade Católica- PUC, de Minas Gerais, Tião Rocha resolveu abandonar tudo para ser educador.
Esse título só foi incorporado ao compreender que as atuais instituições de ensino não cumpriam o papel principal: educar para a vida. Uma educação na qual o ensinamento corresponda às necessidades do dia a dia, que se correlacione com a realidade do indivíduo. Desse modo, Tião Rocha viu na educação popular uma forma de inclusão, sobretudo dos que tem menor renda, entretanto sua luta vai para além: é na escassez de recursos que a criatividade aflora, ela não deve ser impeditivo para a educação, é justamente a partir daí que surge um degrau para iniciativas sustentáveis, ingrediente essencial para tornar possível a educação popular.
Foi então que em 1984 ele funda o CPCD – Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, visando atender crianças de quatro a cinco anos ele lança o projeto piloto: Sementinha. O município de Curvelo, situado no Estado de Minas Gerais foi palco dessa experiência, como não havia creches públicas a intenção era atender às crianças da região, os espaços poderiam ser os mais diversos, como debaixo de um pé de manga!
Isso mesmo, debaixo de um pé de manga, em centros culturais, ou até mesmo na casa de um morador do bairro. O lugar não é o mais importante, o grande diferencial está no que é passado para as criança, são valores básicos, mas de grande relevância para o seu desenvolvimento: autonomia, identidade coletiva, valorização da cultura local etc.
Nesse modelo o aluno pode e deve questionar, pois não existe uma hierarquia verticalizada, os encontros são em rodas, quebrando a imagem daquele professor que apenas reproduzia informação, para agora incorporar um novo título, o de educador, pois este não traz saberes prontos, mas colabora na produção de conhecimento dando força ao corpo coletivo.
Pouco a pouco vamos contando como o projeto chegou na cidade de Santo André e o que significou para as pessoas.
girarodavirasemente: Escola sem portas, sem parede, sem professor
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Permacultura Pedagógica: Educando os filhos para uma agricultura sustentáve...
Permacultura Pedagógica: Educando os filhos para uma agricultura sustentáve...: Antônio Roberto Mendes Pereira Os cientistas avisam que nosso modo de vida é insustentável. Estamos esgotando os recursos, poluindo, ...
sábado, 4 de maio de 2013
Set Palavras: 5 segredos sobre o mundo dos livros que nenhum liv...
Set Palavras: 5 segredos sobre o mundo dos livros que nenhum liv...: Vender livros é uma arte. Exige paciência (vide as pérolas do blog da Hillé ), constante atualização, curiosidade, disposição e habilidade. ...
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Leitura terapêutica
A leitura engrandece a alma, escreveu uma vez Voltaire. A frase do pensador iluminista mostra o potencial do livro para agregar conhecimento, abrir portas para a imaginação e servir de refúgio para os problemas diários. Entusiastas de biblioteca defendem que ler tem poderes mágicos e pode ajudar a curar. A realidade não está muito longe disso. Médicos e psicólogos indicam a leitura para aliviar sintomas de diversas patologias. A prática recebe o nome de biblioterapia clínica, definida como a recomendação de livros para aliviar angústias pessoais, estimular emoções, promover o diálogo e ajudar pessoas com insônia.
“A biblioterapia mostra um cuidado com o ser humano, que se manifesta ao ler, narrar ou dramatizar histórias”, diz a professora Clarice Caldin, do Departamento de Ciência da Informação, do Centro de Ciências da Educação, da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC).
Especialista no tema, ela explica que as narrativas literárias buscam proporcionar a catarse, considerada por alguns autores como uma purificação do corpo e da mente.
Por meio da leitura, as pessoas podem se identificar com personagens ficcionais, refletindo suas próprias atitudes. “O objetivo da biblioterapia é favorecer a expressão dos pensamentos aflitivos, como uma descarga emocional, uma purgação”, observa.
Histórias
A administradora Roseli Bassi percebeu esse potencial terapêutico da leitura e criou a ONG História Viva, que conta com um time de 200 voluntários especializados em ler e contar histórias para pacientes de hospitais. “Nosso trabalho é apaziguar os sentimentos de pessoas que estão lidando com realidades difíceis. Tiramos crianças e adultos de suas doenças ao abrir um mundo de imaginações”, afirma.
Julia Dutra, 10 anos, luta contra o câncer desde 2008. Durante alguns dias da semana, em seu quarto no Hospital das Clínicas, em Curitiba, ela recebe a visita de um contador de histórias, que lê para a menina por cerca de uma hora. No período, suas preocupações se tornam disputas entre monstros, desafios de leões e castelos de princesas. A narrativa vira uma distração, que a anima. “É uma parte do dia que adoro”, diz a menina.
Antes de sair, o voluntário deixa um recado para os pais de Julia. “É recomendado que vocês leiam para ela também, isso ajuda a fortalecer o interesse dela.” Além de distrair e relaxar, a biblioterapia por meio de contadores de histórias incentiva a aproximação com o livro.
Benefícios
Na realidade hospitalar, a leitura tira o paciente de sua rotina, de sua espera. Existem pessoas que usam livros, revistas e jornais para enfrentar a cadeira antes de serem atendidos em um consultório. “É importante que cada um saiba o tipo de leitura que o ajuda. Geralmente são as que mais agradam”, aponta Ítala Duarte, psicóloga clínica do Hospital Erasto Gaertner. O efeito terapêutico depende da disposição do paciente diante da leitura.
Um livro antes de dormir, por exemplo, pode ajudar pessoas com insônia. O médico Attilio Melluso Filho, do Centro de Distúrbios do Sono de Curitiba, diz que quanto menos alarmante e repetitiva for a narrativa, melhor a condução para a latência do sono, período que antecede o adormecer. A leitura engrandece a alma e também faz bem para a saúde.
Companhia para a solidão
Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Na sala de diálise da Santa Casa de Curitiba, Florisbal Costa passa algumas tardes lendo livros e jornais. Em tratamento por conta de um problema de rim há três anos, ele usa a leitura para combater a solidão. “Ler direciona o cérebro das pessoas sozinhas. Faz a gente pensar no que é bom”, diz.
Com 101 anos, o vendedor aposentado vive na companhia de uma enfermeira, que o ajuda. Há vários anos, pratica a rotina diária de ler jornais e revistas. “Assim me conecto com o mundo.” Como passa mais da metade da semana no hospital, a companhia dos livros também o mantém distraído.
A leitura é estimulada para pacientes em diálise. O médico Georgio Sfredo Bertuzzo, da Santa Casa, diz que as narrativas literárias ajudam a conter a ansiedade. Afinal, são várias horas em que os pacientes não fazem nada a não ser esperar. Costa faz a sua parte, além de ler muito, ele troca livros com outros pacientes.
Recuperação por meio de livros
Letícia Akemi/Gazeta do Povo
Para Victor D’Ambrós, 12 anos, os livros são mais importantes do que os filmes. Prefere histórias de ação, que tenham alguma coisa a ver com os videogames que joga. A prática da leitura é bastante útil no período em que fica no hospital ou em casa, se recuperando de quimioterapias.
Victor descobriu que tem sarcoma de Ewing, um tipo de câncer que atinge os ossos, em julho do ano passado. Está reagindo bem ao tratamento, mas precisou se afastar da escola e dos amigos. “A leitura o ajuda a passar o tempo e o deixa animado”, conta a mãe, a professora Kátia D’Ambrós.
“Gosto de ler à noite, antes de dormir”, diz o menino. A ficção literária o leva para outros mundos, que envolvem vilões, guerras mundiais e as aventuras de crianças em escolas. Apesar de colocar os livros na frente dos filmes, quando não está no hospital coloca os jogos de videogame no topo da lista de preferências. O que não deixa de ser uma distração terapêutica.
Leitura terapêutica - Viver Bem - Comportamento - Gazeta do Povo
Bibliotecas do Brasil: Como conservar seus livros
Bibliotecas do Brasil: Como conservar seus livros:
Aos colecionadores de HQ´s e revistas, escrevi essa página especialmente para você.
Considero o livro uma fonte inesgotável do saber. Este registro tão frágil é capaz de nos contar a história de uma nação, como também de uma família, ou uma só pessoa! Pode nos ensinar a observar as estrelas ou a aprender as primeiras letrinhas. É gostoso imaginar uma nação, cujos filhos herdem essa fonte de sabedoria. Ela nos leva a encontrar uma vertente saborosa do saber, quer seja erudito ou não. Não importa o gosto individual de cada um; o importante é sabermos que nossa descendência terá a oportunidade de explorá-la, absorvendo o conhecimento. É deliciando-se entre letras, desenhos e ilusão, que muitos artistas nos levam a desfrutar – os sonhos! Quando penso nas crianças alienadas da leitura, perco de vista o sonho de um país promissor. Visualizo nelas apenas adultos vivendo uma vida sem saída, sem futuro, sem perspectiva e o pior, sem sonhos!
Texto de Elisa Mello Kerr.
Fotos: 1, 2, 3, 4, 5
Como conservar seus livros
Após ter lido o livro “Conservar para não Restaurar”, escrito por duas colegas de profissão, Lucy e Ione, pensei comigo: este não é um título qualquer, é um lema. Durante quinze anos estudando e trabalhando com restauração de livros e papéis, adotei este lema, não apenas nesse campo de atuação, mas também para muitos aspectos de minha vida, como: meus pertences, minha casa, minha rua, minha cidade, minhas amizades… Se me preocupo em cuidar bem e da maneira correta de tudo ao meu redor, os conservarei intactos por mais tempo – e provavelmente não terei que restaurá-los ou comprar outros.Nossos livros não fogem à regra. Seu tempo de vida útil dependerá dos cuidados e da forma com que os manuseamos. Mesmo sendo frágeis, podem manter-se úteis por séculos. Neste texto, explico como guardar, manusear e conservar esse bem que enriquece nosso saber e o das gerações seguintes, que aprenderão a buscar, com gosto e zelo, em nossa pequena biblioteca, o seu conhecimento. Desta maneira, se enriquecerão cada dia mais e se aventurarão em outros mundos imaginários, mágicos, lógicos e, muitas vezes, até aterrorizantes. Deixando como herança aos filhos e netos o único bem que ninguém poderá tirar de suas vidas – o conhecimento!
- Primeiramente, observe como você guarda os seus livros na estante. Caso tenha-os guardado em uma caixa, tire-os imediatamente! Enquanto estiverem lá dentro, estragarão muito rápido. O livro deve ficar em pé, formando um ângulo reto com a prateleira, já encostado ao próximo livro, um ao lado do outro. Evite pressioná-los um contra o outro; o livro precisa deslizar suavemente ao ser retirado da estante. É fundamental que isso ocorra sem que haja qualquer atrito entre eles. Caso contrário, será necessário segurá-lo com força pela lombada, o que o danificaria. Enfileire-os de forma a conseguir manuseá-los segurando-os pela capa. . Quanto aos que ficarem na prateleira, ajeite-os para que um não tombe sobre o outro; isso poderá arrebentar sua costura. Tome muito cuidado com as unhas para não machucá-los e mantenha suas mãos sempre limpas. Portanto, não coma ou beba nada próximo aos livros; acidentes acontecem com todo mundo.
- Escolha bem o local da estante em que guardará os livros: a luminosidade excessiva desbota suas capas e a umidade deforma tanto a sua capa como o miolo. Portanto, mantenha-os longe dos raios solares e da umidade; isso os deixará muito felizes!
- A poluição e a poeira são danosas para nós – e também para nossos livros.Para evitar que os danos que causam sejam maiores, devemos manter os livros livres do pó. Esqueça o pano úmido, ou qualquer tipo de material de limpeza. Eles diminuem o tempo útil de seus livros. Limpe sempre as estantes e as capas de seus livros com uma flanela seca. Existem profissionais especializados em higienização de bibliotecas, que são capazes de identificar e limpar livros adequadamente. Nem sempre o que parece pó é realmente pó; pode ser algum tipo de fungo e estes são perigosos à nossa saúde; portanto, deixe esta parte para os profissionais. Lembre-se, a sua saúde está acima da saúde de seu livro.
- Ao consultar ou ler um livro, esteja atento para a abertura natural deste. É comum pensar que, ao pegar um livro, podemos abri-lo totalmente em um ângulo de 180 graus – e assim forçamos a abertura. É certo que a lombada irá quebrar‑se, mais cedo ou mais tarde, de acordo com a qualidade e tipo do material com que o livro é feito e encadernado. Por isso, trate seus livros como um tesouro do saber que não deve servir somente a você.
- Imagino que você tenha alguns livros conhecidos como “de cabeceira”. São muito manuseados e precisam de cuidados especiais. Ao transportá-los, temos de nos preocupar com o caminho a ser percorrido com eles. O suor das mãos danifica qualquer tipo de encadernação. Para evitar esse dano, proteja-os dentro de uma pasta. Caso eles fiquem sempre em sua mesa, faça uma capinha de collor set, que deverá ser cortada da altura certa de seu livro, não havendo dobras na cabeça e pé do livro. A capa dobrará apenas no corte lateral do livro (lado oposto à lombada). Usando essa técnica elimina-se o péssimo hábito – que algumas pessoas adotam – de encapá-los com fita adesiva e papel de presente – dois grandes verdadeiros vilões dos livros! Alguns livros já são vendidos com capas de proteção, que normalmente tiramos e jogamos fora; o que é um grande erro, uma vez que essas proteções gratuitas ajudam muito em sua conservação. É comum encontrarmos livros com fitas adesivas nas lombadas, ou mesmo encapadas com contact transparente; no primeiro caso, danifica-se a lombada e o fundo do corpo do livro (miolo do livro); já no segundo, perde-se toda a capa e a lombada. O uso do contact ou da fita provocam danos irreversíveis à capa do livro e muitas vezes se estende até o seu miolo.
- Temos o costume de deixar papéis, marcadores, cartas, folhinhas e pétalas secas dentro dos livros. Às vezes encontramos clipes ou mesmo vestígios de alimentos dentro deles, coitados! Quaisquer objetos, sejam orgânicos ou não, deixam marca nas páginas com que tiver contato. Com o tempo, a marca passará para as páginas adjacentes. A ferrugem causada pelos clipes corrói o papel; já a gordura, a saliva e outros materiais, acidificam‑no, tornando-o quebradiço e com manchas amareladas. O importante é manter o livro sem qualquer objeto dentro.
- Sem querer ser insistente, lembre-se: os adesivos, a cola branca e o durex causam o mesmo mal que os acidificantes, com um agravante: são irreversíveis. Para tirá-los, muitas vezes se perde uma camada do papel, pois temos de usar produtos agressivos para removê-los.
- Nunca vire a página de um livro ou revista molhando o dedo na língua.Podem-se atrair insetos e roedores ao se deixarem vestígios de alimentos dentro dos livros. Pode também ser prejudicial a você, por não saber quem foi o último a molhar o dedo para trocar de página.
- AH! Nossas crianças e animais domésticos, como são lindos! Contudo, deixe seus livros longe do alcance deles, pois são muito peraltas e gostam de roer, rasgar, jogar no chão etc.
Aos colecionadores de HQ´s e revistas, escrevi essa página especialmente para você.
Considero o livro uma fonte inesgotável do saber. Este registro tão frágil é capaz de nos contar a história de uma nação, como também de uma família, ou uma só pessoa! Pode nos ensinar a observar as estrelas ou a aprender as primeiras letrinhas. É gostoso imaginar uma nação, cujos filhos herdem essa fonte de sabedoria. Ela nos leva a encontrar uma vertente saborosa do saber, quer seja erudito ou não. Não importa o gosto individual de cada um; o importante é sabermos que nossa descendência terá a oportunidade de explorá-la, absorvendo o conhecimento. É deliciando-se entre letras, desenhos e ilusão, que muitos artistas nos levam a desfrutar – os sonhos! Quando penso nas crianças alienadas da leitura, perco de vista o sonho de um país promissor. Visualizo nelas apenas adultos vivendo uma vida sem saída, sem futuro, sem perspectiva e o pior, sem sonhos!
Texto de Elisa Mello Kerr.
Fotos: 1, 2, 3, 4, 5
sábado, 23 de março de 2013
Conversa com Tatu
Deu uma volta, volta e meia e como quem ia só dizer bom dia, ajeitou a cadeira e sentou.
Mansinho, falou das incertezas, de projetos inacabados, outros desejados, mais ainda do encontro com os filhos, numa festa no dia seguinte.
Comentei das fotos que tinha visto através da amiga Beth, a
proposta de levar para lugares distantes de grandes centros um
pouco de alegria.
As histórias de cada lugar vieram feito um riacho fresco, que
começa a jorrar perto de uma varanda numa tarde de muito calor.
Acreditem, neste dia Ouro Preto estava imensamente quente,
os causos amenizaram e ainda trouxeram risos e o interesse exigindo
muita atenção para não perder o ponto nada delicado da verdade e
ficção, que tão bem contados nos deixam enrolar fio a fio. Nomes,
coisas e lugares que eram fatos, aparecem nos causos e nos enredam
com os pés descalços numa aguinha.
Tatu Batista e Beth Salgado, quantas gostosuras e travessuras na arte
de contar histórias.
Assinar:
Postagens (Atom)






.jpg)